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Consumo de energia tem queda nas cidades da RPT

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Demanda diminuiu 230 milhões de kilowatts por hora entre 2015 e 2016 e a redução foi maior no comércio e nas indústrias

A demanda por energia elétrica na RPT (Região do Polo Têxtil) caiu 2,5% no período de um ano. Em números absolutos a redução de consumo na região foi de aproximadamente 230 milhões de kilowatts por hora. A economia é equivalente ao que Americana gastou em dois meses e meio de luzes ligadas. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo e compõe o anuário energético por município de 2017, sendo que os anos bases para comparação são 2015 e 2016. Os setores de comércio e indústria da região foram os maiores responsáveis por este desempenho.

Sozinhas, as indústrias da RPT usaram 6% a menos de energia em 2016 do que no ano anterior. Para o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Americana, Carlos Faé, o dado é um reflexo fiel da crise econômica nas plantas têxteis. “A redução na produção é o que derruba este dado. Claro que a maioria das empresas busca investir em novas tecnologias como forma de redução de custo, mas uma queda brusca como esta está muito ligada à suspensão de turnos de produção, principalmente nas indústrias têxteis”, comentou.

Nas áreas de comércio a derrubada foi também acentuada, em torno de 2%. Em Americana, especificamente, a redução está próxima dos 5% neste setor. Para Thiago Pietrobon, coordenador do Desae (Departamento Empresarial de Sustentabilidade Ambiental e Energética) da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), a redução neste dado está ligada à tecnologia.

 

“O comércio é um setor que não pode fechar as portas um dia sim, outro não, como forma de economia. A Acia enxerga este dado como uma organização do setor em torno da aquisição de novos equipamentos. Na cidade é comum a procura por substituição de iluminação, usando LED, a compra de refrigeradores novos, principalmente pelos supermercados e ainda mais timidamente o crescente interesse pela autogeração de energia, como as placas solares”, exemplificou.

Eloi Gabriel da Silva é um dos proprietários de um supermercado no Jardim da Colina, em Americana. Ele conta que há três anos trocou todas as lâmpadas e recentemente optou por colocar geladeiras com portas na área de açougue. “Meu próximo passo é colocar geladeiras fechadas na área de frios e laticínios. Já inclusive me passaram valores com o tempo de retorno em energia elétrica”, comentou.

A CPFL Energia informou que considera o recuo na demanda um processo oriundo da crise econômica.

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