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Prévia indica deflação de 0,18%, menor taxa desde setembro de 1998

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Em setembro daquele ano, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou queda de 0,44%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou com variação negativa de 0,18% em julho, resultado que chega a ser 0,34 ponto percentual inferior ao resultado de junho, quando a variação foi de 0,16%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta quinta-feira (20/7), no Rio de Janeiro, os dados da prévia, esta é a menor taxa para um mês desde setembro de 1998. À época, a deflação dos preços ficou em -0,44%.

Esta também é a menor variação relativa a julho, juntamente com o resultado de 2003, cuja variação também havia sido de -0,18%.

Com a inflação negativa de julho, o IPCA-15 passou a acumular alta de 1,44% nos primeiros sete meses do ano, resultado 3,75 pontos percentuais menor do que os 5,19% referentes ao mesmo período do ano passado.

Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses fechou em 2,78%, resultado inferior aos 3,52% dos 12 meses imediatamente anteriores. Isso constitui a menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde março de 1999, quando atingiu 2,64%. Segundo o IBGE, em julho do ano passado a taxa havia variado 0,54%.

Variação
Sete dos nove grupos que integram o IPCA-15 tiveram taxas de variação mais baixas na passagem de junho para julho. Houve quedas de preços nos grupos Alimentação e Bebidas (de -0,47% em junho para -0,55% em julho), Transportes (de -0,10% para -0,64%) e Artigos de Residência (de 0,15% para -0,55%).

Mas os aumentos foram menores em Habitação (de 0,93% para 0,24%), Vestuário (de 0,69% para 0,04%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,64% para 0,14%), enquanto o grupo Comunicação registrou estabilidade (de 0,12% para 0%).

As exceções foram os grupos Despesas Pessoais (de 0,26% para 0,31%) e Educação (de 0,03% para 0,08%), com aceleração no ritmo de alta, informou o IBGE.

Combustíveis
Os preços dos combustíveis voltaram a recuar em julho, como reflexo dos reajustes recentes anunciados pela Petrobras nas refinarias. A queda foi de 3,16%. A gasolina passou a custar 2,98% menos, enquanto o litro do etanol ficou 4,81% mais barato. Como consequência, o grupo Transportes registrou a maior queda entre os nove que integram o IPCA-15, com redução de 0,64% em julho. A taxa só não foi ainda menor porque houve pressão das passagens aéreas, que subiram 5,77%.

Regiões
A deflação de 0,18% registrada em julho pelo IPCA-15 foi fruto de quedas de preços em todas as regiões pesquisadas, com exceção de Curitiba (PR), onde houve ligeira alta de 0,01%. O resultado positivo na capital do Paraná foi decorrente do reajuste de 7,09% nas tarifas de energia elétrica, vigente desde 24 de junho deste ano.

O recuo mais intenso de preços foi na região metropolitana de São Paulo, com deflação de 0,29%, puxada pela queda de 4,22% nos combustíveis. O litro da gasolina ficou 3,85% mais barato na região, enquanto o etanol caiu 5,88%.

Os demais resultados negativos ocorreram em Belo Horizonte (-0,05%), Goiânia (-0,06%), Fortaleza (-0,08%), Rio de Janeiro (-0,13%), Brasília (-0,13%), Recife (-0,18%), Belém (-0,22%), Porto Alegre (-0,24%) e Salvador (-0,25%).

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