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Vendas no varejo recuam 0,1% em maio e têm queda de 3,6% em um ano

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A baixa no mês foi puxada pelas perdas em Tecidos, vestuário e calçados (-7,8%), além de Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,5%)

As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período de 2016, sem ajuste, o índice registrou alta de 2,4%. Em 12 meses, as vendas do varejo restrito acumularam queda de 3,6%.

Para a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes, a inflação mais controlada traz benefícios para a renda do trabalhador, mas o desemprego ainda prejudica o poder aquisitivo do consumidor.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,7% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período de 2016, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 4,5% em 2017.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam queda de 0,6% no ano e redução de 5,2% em 12 meses.

As vendas do setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceram 1,4% em maio ante abril. As demais atividades com desempenho positivo no período foram de Móveis e eletrodomésticos (1,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%); e Combustíveis e lubrificantes(0,6%).

O recuo de 0,1% na média do volume de vendas foi puxado pelas perdas em Tecidos, vestuário e calçados (-7,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,5%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,8%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%).

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas recuaram 0,7%. O segmento de veículos e motos, partes e peças teve expansão de 1,2%, enquanto o volume vendido de material de construção cresceu 1,9%.

Dia das Mães
A comemoração do último Dia das Mães foi melhor para o varejo que nos dois anos anteriores, segundo Isabella Nunes. No entanto, a alta de 2,4% nas vendas do varejo em maio ante o mesmo mês de 2016 teve ajuda também de uma base de comparação fraca e do efeito calendário.

Maio deste ano teve um dia útil a mais o de 2016. Além disso, o volume vendido vinha de um recuo de 9% em maio do ano passado ante o mesmo período do ano anterior. Em maio de 2015, a queda foi de 4,5%.

“Certamente, maio tem um efeito mais forte de Dia das Mães do que ocorreu em maio do ano passado, e vai impactar as atividades tradicionalmente beneficiadas pela data, como vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos, outros artigos de uso pessoal e doméstico”, apontou Isabella. “A base desse crescimento é um ano com as variações mais negativas, então é preciso relativizar esse resultado”, ponderou.

 

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