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Cielo nega venda de participação do BB e ações caem na Bolsa

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A venda de participação do BB na Cielo poderia aumentar as chances do Bradesco também fazer uma oferta para adquirir a participação da Cielo no mercado

São Paulo –  As ações da Cielo caíam 4,31% na manhã desta sexta-feira, após a companhia negar que o Banco do Brasil estuda vender sua participação na empresa. A notícia “Banco do Brasil estuda vender fatia de 5,65 bilhões de reais na Cielo” foi dada na véspera pela Coluna do Broadcast, o que fez com os papéis da Cielo subissem 15% no final do pregão.

Para os analistas da Guide Investimentos, a venda de participação do BB na Cielo poderia aumentar as chances do Bradesco também fazer uma oferta para adquirir a participação da Cielo no mercado, retirando o ativo da bolsa. Algo que seria extremamente positivo para Cielo, uma vez que o Bradesco poderia adotar uma estratégia mais agressiva no negócio de meios de pagamentos.

Até o momento, Bradesco e BB negam a informação. Para o Banco do Brasil, a venda poderia render próximo de 6,5 bilhões de reais, destravando ainda mais valor aos papéis do Banco Brasil. Hoje, as ações do BB caíam 0,21%.

Os analistas da Eleven Financial destacaram que os investidores se mostraram otimistas com a possibilidade da venda porque acreditam que o controle compartilhado entre o Banco do Brasil e Bradesco é um dos principais entraves da companhia, que muitas vezes, esbarra no conflito de interesses de seus controladores.

Entretanto, eles acreditam que movimento de saída do BB do controle da Cielo é improvável porque a venda não é tão simples quanto a venda que o BB fez da sua participação na IRB Brasil. “A parceria entre o BB e o Bradesco vai além da Cielo, existem outras diversas compartilhadas entre os dois grandes bancos de varejo sob o guarda chuva da Elopar (holding Elo Participações).”

O relatório destaca ainda que o principal entrave de desinvestimento é a Caetano, joint-venture criado entre a Cielo e o Banco do Brasil, no início de 2015. Na época, a Caetano foi avaliada em 11,6 bilhões de reais, sendo 70% da Cielo e 30% do Banco do Brasil. “Com a possibilidade da saída do banco público, a primeira questão é: com quem fica a Caetano?”, questionam os analistas.

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