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Como investir na Bolsa de Valores?

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O momento é bom para investimento em ações. Saiba como se preparar para participar desse mercado em ascensão

Os brasileiros estão descobrindo a Bolsa de Valores. O número de investidores atingiu, no início deste ano, a marca de 858 000 pessoas – apenas três anos atrás, eram 564 000. Enquanto isso, o índice Ibovespa, que reúne 65 ativos de 62 empresas, bateu, em março, a marca de 100 000 pontos pela primeira vez desde que foi criado, há 51 anos.

Quem acompanha essas notícias deve estar muito interessado em entrar para o mundo das ações. Até porque não é necessariamente caro participar, considerando que existem papéis que valem apenas 1 real. Mas por onde começar? “Respondemos a essa pergunta várias vezes ao longo do dia, porque o investidor brasileiro está voltando seu olhar para a Bolsa”, diz Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável do BTG Pactual digital. Ele explica que essa resposta pode ser dividida em algumas partes. São elas:

Peça ajuda

Em primeiro lugar, é importante entender se as características da Bolsa combinam com o perfil do investidor e seus objetivos. “O mercado de ações é voltado para o longo prazo, no mínimo 12 meses. Se você estiver precisando do dinheiro no curto prazo, pode ter surpresas desagradáveis, porque a Bolsa é mais volátil do que a renda fixa.”

O passo seguinte, para quem está começando nesse mercado, é buscar uma consultoria de qualidade. “É sempre bom estar assessorado por uma instituiçãoque dê suporte, tenha uma boa área de análise e um bom atendimento”, aconselha Zanlorenzi. “Muitos investidores ficam frustrados logo no início da experiência e acabam tendo uma má impressão sobre as bolsas simplesmente porque não receberam orientação adequada.”

Outro ponto fundamental é se informar sobre a taxação de impostos e custos cobrados ao escolher uma corretora. “Às vezes, o cliente acha que está ganhando, mas, quando retira o investimento, com os descontos dos impostos e das taxas de corretagem, ele percebe que perdeu dinheiro.”

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Conheça as ferramentas

É chegado o momento de estudar quais ações adquirir. Lembrando que, ao comprar uma ação, o investidor está se tornando dono da companhia, então, é preciso pensar bem sobre o assunto. De qual empresa você quer virar sócio? “Existem aquelas mais sólidas, com alta governança corporativa e boa posição no mercado em que atuam. Estas têm menos chances de render surpresas desagradáveis”, afirma Zanlorenzi. Há também as empresas mais jovens, promissoras, cujo investimento é mais arriscado, mas a lucratividade pode ser maior.

Mas como saber se é um bom momento para comprar ou vender ações de uma companhia em específico? Para auxiliar nessa tomada de decisão, existem duas ferramentas essenciais: a análise técnica e a análise fundamentalista. Essa última avalia o contexto da empresa, seu histórico, sua solidez e as perspectivas para o mercado onde atua. É o tipo de avaliação mais utilizada para investimentos de longo prazo.

Para quem é mais experiente – e ousado –, operando em day trade, a análise técnica é mais útil porque avalia apenas a variação dos preços das ações daquela empresa. “É o tipo de estudo que o investidor faz para saber o horário do dia para comprar ou vender”, explica o especialista. As duas ferramentas de análise têm objetivos diferentes, mas são complementares.

Acompanhe as notícias

Por fim, mas não menos importante: não basta escolher uma boa instituição e definir em quais empresas investir, é preciso se informar constantemente. Diferentemente de um fundo de renda fixa, que oferece estabilidade, o mercado de ações apresenta grandes variações ao longo do tempo. Uma empresa pública, por exemplo, pode sofrer intervenções de um novo governo ou mesmo ser privatizada. Outras podem apresentar balanços insatisfatórios ou sofrer com escândalos de corrupção ou acidentes graves. Além disso, seja para empresas públicas ou privadas, grandes mudanças na legislação podem afetar, positiva ou negativamente, a economia de um país inteiro, causando impacto em diversas ações.

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“A Bolsa faz o investidor pensar fora da caixa. Ele precisa estudar o noticiário, acompanhar as mudanças na economia e na política, no Brasil e no mundo. A Bolsa, além de tudo, estimula a agregar conhecimento”, conclui Zanlorenzi. É, de fato, um mundo desafiador e empolgante.

 

 

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