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Dólar tem leve queda, à espera de votação na Câmara

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São Paulo –  O dólar tinha leve queda frente ao real nesta quarta-feira, na terceira sessão consecutiva de bom humor nos mercados globais diante da perspectiva de novos estímulos econômicos, mas o recuo era limitado por cautela antes da votação da presidência da Câmara dos Deputados e pela atuação do Banco Central brasileiro.

Às 10:24, o dólar recuava 0,34 por cento, a 3,2869 reais na venda, após cair 0,36 por cento na sessão anterior. O dólar futuro tinha desvalorização de 0,30 por cento nesta manhã.

“O tom continua positivo, mas temos um evento importante hoje. Muita gente fica com um pé atrás de operar antes da eleição na Câmara”, disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Ele se referia ao apetite por ativos de maior risco que percorreu os mercados internacionais nas últimas três sessões em meio à perspectiva de medidas de estímulo no Japão e no Reino Unido, que ofuscou preocupações com o impacto econômico da opção britânica por deixar o Reino Unido.

O bom humor global compensou parcialmente o efeito da atuação do Banco Central brasileiro, que interviu para sustentar as cotações da moeda dos Estados Unidos em todos os pregões deste mês à exceção de um.

Nesta sessão, repetiu a venda de 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.

Operadores também adotavam cautela antes da votação na Câmara, marcada para começar às 16:00. Na véspera, a bancada de deputados do PMDB decidiu que terá candidatura própria à presidência da Câmara e escolheu o deputado Marcelo Castro (PI) como postulante oficial do partido, à revelia do Palácio do Planalto.

Mesmo assim, operadores ainda apostam que Temer terá mais facilidade que sua antecessora, a presidente afastada Dilma Rousseff, para aprovar medidas de austeridade fiscal no Congresso, perspectiva que vem contribuindo para aumentar a demanda por ativos brasileiros.

A equipe de estratégia do banco HSBC recomendou a clientes que comprem títulos de 10 anos do Brasil, citando a influência de Temer no Congresso, o quadro global mais favorável e a credibilidade do presidente do BC, Ilan Goldfajn.

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