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Low cost chega ao Brasil e cobra até 63% menos em voos para Buenos Aires

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Segundo levantamento da Viajala, em todos os trechos analisados a empresa aérea argentina oferta as melhores tarifas. Economia é maior na alta temporada

São Paulo – O viajante brasileiro pode economizar até 63% em uma viagem para Buenos Aires ao voar com a low cost argentina Flybondi ainda neste ano. O desconto máximo vale para os cariocas que pretendem viajar para a capital argentina no Ano Novo, um dos momentos de maior pico da alta temporada.

Sair do Rio nos dias 25 ou 27 de dezembro rumo ao destino, com retorno nos dias 1 ou 3 de janeiro, está custando em torno de 1,2 mil reais pela companhia, enquanto fazer a viagem em qualquer data entre o dia 25 de dezembro e o dia 3 de janeiro com outra companhia em voo direto custa, em média, 1,7 mil reais, 400 reais mais caro que pela low cost argentina. Há opções, nas mesmas datas, que passam de 1,9 mil reais.

Se o viajante optar por voar com escala, terá alguma economia no preço médio, que cai para 1,6 mil reais. Porém, em 50% das opções com conexão ofertadas pela concorrência nessas datas, a duração da viagem passa de 12 horas.

A Flybondi recebeu, no dia 2, autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para voar no Brasil a partir de outubro, mas já está vendendo passagens no país. A empresa, que opera na Argentina há um ano e meio, consegue cobrar tarifas menores porque inclui menos serviços na passagem.

É a terceira low cost a operar no país. A primeira foi a Sky Airline, que faz somente voos para Santiago do Chile. A empresa foi seguida pela Norwegian Air, que realiza voos diretos pra Londres com conexões na Escandinávia.

Inicialmente, a companhia aérea fará somente voos diretos entre Rio de Janeiro (Aeroporto do Galeão) e Buenos Aires três vezes por semana – aos domingos, quartas e sextas-feiras.

O primeiro voo da Flybondi, que partirá do Brasil no dia 11 de outubro, está sendo vendido com uma tarifa promocional de 3.626 pesos argentinos (cerca de 330 reais) no trecho de ida. Porém, esse preço não se repete até o fim do ano: a maior parte dos trechos operados entre outubro e dezembro custa entre 5,5 mil e 7 mil pesos (entre 490 reais e 630 reais, aproximadamente).

Na média, economia é menor

Analisando os voos de novembro, o primeiro mês completo de operação da companhia aérea no Brasil, o buscador verificou que os preços cobrados pela Flybondi partem de 5.388 pesos argentinos (em torno de 480 reais) o trecho, tanto na ida quanto na volta.

A combinação de ida e volta mais barata é saindo do Rio nos dias 3, 6 ou 8 de novembro rumo a Buenos Aires e voltando da capital argentina no dia 27 de novembro – rota que custa 10.956 pesos, ou cerca de 980 reais.

O preço mais baixo oferecido por outras companhias aéreas ou por agências de viagem brasileiras nessas datas é de cerca de 1.040 reais no voo com conexão e cerca de 1.080 reais no voo direto, uma diferença de cerca de 10%.

O preço médio da concorrência para voar em novembro entre o Rio e Buenos Aires aos domingos, quartas e sextas-feiras, dias que a Flybondi também opera, é 1.130 reais no caso de voos diretos e 1,1 mil reais nos voos com escala ou conexão.

Para Eduardo Martins, diretor nacional do Viajala, a entrada da Flybondi no mercado brasileiro deve ser comemorada, mesmo que o impacto nos preços em geral não seja tão alto. “Além de ser uma nova opção para o viajante, a chegada dessa low cost traz mais concorrência para a rota, o que pode incentivar promoções de outras companhias ou até mesmo, com o tempo, uma queda de preço médio entre elas”, pontua.

Custos extras

Como qualquer low cost, a Flybondi cobra tarifas extras para bagagem despachada, seleção de assento, check-in no aeroporto (para quem não quiser ou se esquecer de fazê-lo online gratuitamente) e café a bordo.

Comprando online com antecedência, o despacho de bagagem de até 12 quilos custa cerca de 75 reais; o de uma bagagem mais pesada, de até 20 quilos, sai por 100 reais; e o check-in feito no guichê da companhia sai por 12 reais. Já selecionar o assento custa a partir de 22 reais e garantir o cafezinho na hora da compra da passagem sai por 4 reais.

Ou seja, a passagem oferecida pela companhia aérea vale a pena para quem não pretende despachar bagagem e não se importa em não ter acesso a serviços comuns, como escolher o assento no avião. Afinal, usufruir esses serviços deixa a passagem mais cara, comenta Martins.

No início das operações da empresa é possível que a companhia ainda não fature no Brasil e cobre a tarifa em pesos argentinos. Neste caso, a compra do bilhete será considerada uma transação internacional, caso a compra seja feita no cartão de crédito. Portanto, o IOF e o câmbio do dólar podem ser cobrados na fatura.

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