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Petrobras pressiona e Ibovespa recua; dólar sobe

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Às 11:24, o Ibovespa caía 0,09 por cento, a 94.670,87 pontos

São Paulo — O Ibovespa recuava nesta sexta-feira, pressionado pela queda das ações da Petrobras, após estatal desistir de elevar o preço do diesel em suas refinarias, em meio a clima de cautela quanto à articulação política da reforma da Previdência.

Às 11:24, o Ibovespa caía 0,09 por cento, a 94.670,87 pontos. O volume financeiro era de 4,86 bilhões de reais.

A Petrobras desistiu de elevar o preço do diesel nas refinarias a partir desta sexta-feira após pressão do presidente Jair Bolsonaro, que defendia uma alta menor, disse uma fonte à Reuters, levantando incertezas quanto à independência da estatal no que tange a sua política de reajustes de combustíveis.

Para a analista da Coinvalores Sabrina Cassiano, o movimento aumenta a percepção com relação a possíveis ingerências políticas e traz dúvidas quanto a autonomia da companhia.

“A questão é até que ponto essa decisão foi técnica e não teve interferência política, que é algo que já vimos acontecer no passado e que deixou a estatal em uma situação bastante complicada”, afirmou.

Enquanto isso, membros do governo querem votar a admissibilidade da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara já na próxima terça-feira. Outros três deputados da oposição já apresentaram votos em separado questionando a admissibilidade do texto.

As incertezas sobre o andamento da reforma e sobre o poder de articulação do governo vêm assombrando os mercados nos últimos dias, com o Ibovespa recuando pela quarta sessão consecutiva nesta sexta-feira. Até a véspera, o índice acumulava queda de 2,4 por cento na semana.

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou nesta sexta-feira que a reforma da Previdência será colocada como primeiro item para votação na pauta da CCJ no dia 17, mas até o momento não houve convocação formal da reunião e nem publicação da pauta.

Destaques

– PETROBRAS PN recuava 4,39 por cento e PETROBRAS ON caía 5,24 por cento, figurando entre as maiores quedas do Ibovespa, apesar do aumento dos preços do petróleo no exterior, em meio a cautela após desistência de reajuste do preço do diesel pela estatal. BR DISTRIBUIDORA desvalorizava-se 0,83 por cento.

– BR MALLS declinava 1,85 por cento, MULTIPLAN caía 0,4 por cento e IGUATEMI perdia 1,05 por cento, em sessão desfavorável para o setor de shoppings no geral. Na véspera, relatório do Morgan Stanley sobre o segmento na América Latina chamou a atenção para potenciais efeitos negativos de aplicativos de entrega e de transporte compartilhado.

– B2W recuava 1,55 por cento, enquanto MAGAZINE LUIZA ganhava 0,72 por cento, conforme analistas continuam analisando potenciais efeitos de notícias de que ambas as varejistas estão avaliando a aquisição da Netshoes.

– ITAÚ UNIBANCO PN avançava 1,08 por cento, enquanto BRADESCO PN valorizava-se 1,19 por cento, ajudando a reduzir as perdas do Ibovespa, dado o peso desses papeis em sua composição.

– VALE ganhava 1,16 por cento, acompanhando a alta do preço do minério de ferro na China.

– CSN subia 3,46 por cento, entre as maiores altas do Ibovespa, após uma sequência de três sessões de queda. O grupo siderúrgico e de mineração anunciou na quarta-feira que voltou ao mercado de crédito com emissão de 1 bilhão de dólares em duas partes, em estratégia para alongar vencimentos de dívida, informou o IFR.

Às 10:17, o Ibovespa caía 0,95 por cento, a 93.856,19 pontos.

Dólar

O dólar subia com força ante o real no início do pregão desta sexta-feira, 12, com o mercado cauteloso e dividindo atenções entre a notícia de prorrogação no inquérito que envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e a possibilidade de obstrução na votação da admissibilidade da Previdência na CCJ na próxima semana.

Às 10:43, o dólar avançava 0,25 por cento, a 3,8667 reais na venda.

No pregão anterior, a divisa fechou com avanço de 0,86 por cento, a 3,8570 reais na venda, maior alta diária em duas semanas.

O dólar futuro subia cerca de 0,4 por cento.

Governistas querem votar a admissibilidade da reforma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara já na próxima terça-feira, enquanto três deputados da oposição já apresentaram votos em separado questionando a admissibilidade da reforma.

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse nesta sexta-feira que a Previdência será colocada como primeiro item da pauta da CCJ no dia 17.

O presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR) vinha afirmando que a votação ocorreria até dia 17, mas até o momento não houve convocação formal da reunião e nem publicação da pauta.

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